
Seleção, pouco inspirada, para nas luvas de Ochoa.
Talvez horas mais tarde, ou se tivesse a sorte de um pontista, lá em cima, estar ouvindo escondido. Talvez só esse tipo de exemplo pra me fazer perceber o quão reclusa uma produção empresarial pode ser. Foi assim também na final da Libertadores 2006, onde só fui saber que o Inter foi campeão sobre o São Paulo cerca de uma hora e meia após o jogo, com um senhorzinho que trabalhava em uma salinha longe, no meio da noite, e sei lá como acompanhava o jogo.
Nesta copa a modernidade tocou o coração de minha empresa. Durante toda a semana pude acompanhar o primeiro das partidas que se inciavam às 13:00 no trajeto (ontem vi a primeira parte de Alemanha 4x0 Portugal, hoje a Argelia ainda vencia a Bélgina por 1 a 0 na primeira etapa), e pela primeira vez em 59 anos, a CBA liberou à seus funcionários (quase todos, não foram todos), um local para assistir às partida da seleção brasileira durante a copa.
Nossa equipe caminhou quase um quilômetro para ver o jogo na antiga igreja, hoje um local voltado à palestras e cursos. Com um telão, fomos servidos com pipoca e Coca-Cola ( e quebrei um jejum de refrigerante que perdurava quase dois anos). Nossa escalação era a seguinte:
Ronie John, Jacaré, Alecão, Feição e Marcelo; Adão, Muro, José, William, Ary e Edi. Só craques em fazer sucata! Fizemos um bolão um dia antes e quem levou foi o pessimista do Edi, levou cinquenta reais, na boa o pessimista.
Quanto ao jogo, é difícil ver um time recheado de jogadores renomados, mas sem cara de campeão. Para quem viu Alemanha (destruidora, uma linda engrenagem que enfiou 4 a 0 em Portugal ontem), Holanda e Itália, fica difícil crer em um hexa. Vencemos a primeira com um gol de chute mascado, um pênalti roubado e um gol de bico. Hoje não convencemos. Mas acredito que destruiremos Camarões e
avançaremos, mas contra equipes grandes, sei não, vai ter que melhorar. Hoje todas as boas chances pararam nas mão de Ochoa, que pode não ser um monstro, mas teve seu dia de glória, não se fala outro nome hoje; e foi mesmo, sensacional. Fred quando não esteve em posição em que parecia que faria gol contra, fez falta em Neymar. Ainda não estreou.
A copa está linda! E ver o nível das partidas está pela primeira vez em anos ascendendo uma chama há muitos apagada, de ver essa camisa amarela vencer, pois não vai ter marmelada, os adversários estão destruindo, loucos para levantar o caneco em 13 de julho. A segunda rodada está só começando!
BRASIL 0 x 0 MÉXICO
Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/Horário: 17/6/2014, às 16h
Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR)
Assistentes: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Renda e público: não disponíveis
Cartões amarelos: Ramires, Thiago Silva (BRA); Aguilar, Vázquez (MEX)
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Alves, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires (Bernard - Intervalo) e Oscar (Willian - 38'/2ºT); Neymar e Fred (Jô - 22'/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
MÉXICO: Ochoa, Rodríguez, Rafa Márquez e Moreno; Aguilar, Vázquez, Herrera (Fabián - 31'/2ºT), Guardado e Layun; Giovani dos Santos (Jiménez - 38'/2ºT) e Peralta (Chicharito Hernández/28'2ºT). Técnico: Miguel Herrera.






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