quarta-feira, 27 de junho de 2018

Brasil 2x0 Sérvia

Vitória sobre a Sérvia e liderança garantida no grupo

    Foi menos difícil do que parecia. Ao assistir o confronto entre Sérvia e Suiça pela segunda rodada do grupo, que culminou na vitória de virada por 2 a 1 para a Suiça, me pareceu que mesmo derrotada a Sérvia demonstrou ser muito bem organizada, além de assustar pela estatura.

    Foi o primeiro jogo da Copa na casa do meu pai. Saí às 13h como habitualmente no Objetivo. A Amanda que já estava em casa não quis ir. Cansada e passando por dias ruins no Hospital Modelo, que culminaram em sua rescisão. 

    O jogo marcou pela estreia de Fagner no lugar de Danilo, que acabou por não voltar a jogar na Copa,e pela lesão de Marcelo, que retornou só para se despedir contra a Bélgica. 

    Paulinho fez o primeiro após lançamento de Felipe Coutinho, bonito gol encobrindo o goleiro, e Thiago Silva na segunda etapa fechou o placar. Por falar nele, foi um dos grandes zagueiros desta Copa. Nunca fui grande fã, mas me surpreendeu bastante a forma segura como jogou. Miranda também, mas foi mais discreto, crescendo apenas nas Oitavas sem deixar Lukaku jogar.

    Na comemoração do gol, muita vibração. Uma rodinha de abraços na sala. Abracei meu pai e a Lauren, o Matheus no meio. E gira e grita... até que nos acalmamos e percebemos que minha mãe, não sei por que cargas d'água, não entrou na comemoração e ficou emburrada até o jogo contra o México.

SÉRVIA 0 X 2 BRASIL
Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammed Mansouri (ambos do Irã)
Público: 44.190 pessoas
Cartões amarelos: Ljajic, Matic e Mitrovic (Sérvia)
Gols: BRASIL: Paulinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Thiago Silva, aos 22 minutos do segundo tempo
SÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Veljkovic e Kolarov; Matic, Milinkovic-Savic, Tadic, Ljajic (Zivkovic) e Kostic (Radonjic); Mitrovic (Jovic)
Técnico: Mladen Krstajic
BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro, Paulinho (Fernandinho), Willian, Philippe Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite




sexta-feira, 22 de junho de 2018

Brasil 2x0 Costa Rica

No sufoco!

    Após o empate na estreia, não restava outra opção senão vencer. Na tarde de ontem, vibramos muito com o fiasco da Argentina contra a Croácia (3 a 0), mas me lembrei de algo que deve ter ocorrido em 2010, quando vibramos também em um dia, e no outro também decepcionamos. Foi quase isso.

    O Brasil não jogou mal. Mas pecava muito na finalização final. A Costa Rica jogando muito fechada, se defendendo no 5-4-1 com o Brasil tendo muita dificuldade pelo lado direito com Fagner (jogando no lugar de Danilo) e William. O segundo tempo foi melhor, com Douglas Costa entrando e Firmino no lugar de Paulinho. Jogamos o tempo todo martelando no ataque mas se qualidade na definição. Neymar sofreu o que ao meu ver foi pênalti, que o juiz chegou a marcra, mas foi anulado pelo VAR (Video Assistent Referee).

    O gol só saiu nos acréscimos. Philipe Coutinho de bico abriu o placar, e Neymar, no oitavo minuto de acréscimo fechou a conta.

    Assisti ao jogo em casa, dispensado pelo Objetivo. O jogo começou às nove, acordei um pouco antes, passei um café, soltei a Puka na garagem, mandei um bom dia pra Amanda no trabalho. Uma manhã do jeito que eu gosto.

BRASIL 2 x 0 COSTA RICA
Local: Estádio São Petersburgo, em São Petersburgo (RUS)
Data-Hora: 22/6/2018 - 9h
Árbitro: Bjorn Kuipers (NED)
Auxiliares: Sander Van Roekel (NED) e Erwin Zeinstra (NED)
Público: 64.468 pagantes
Cartões amarelos: Neymar (35'/2°T), Philippe Coutinho (35'/2°T) e Acosta (39'/2°T)
Cartões vermelhos: -
Gols: Philippe Coutinho (46'/2°T) (1-0) e Neymar (52'/2°T) (2-0)
BRASIL: Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho (Roberto Firmino, aos 22'/2°T); Willian (Douglas Costa, no intervalo), Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Fernandinho, aos 47'/2°T). Técnico: Tite.
COSTA RICA: Kaylor Navas, Gamboa (Francisco Calvo, aos 29'/2°T), Óscar Duarte, Acosta, Giancarlo González e Oviedo; Celso Borges, Guzmán (Tejeda, aos 38'/2°T) ; Bryan Ruíz, Venegas; Ureña (Cristian Bolaños, aos 8'/2°T). Técnico: Óscar Ramírez.



domingo, 17 de junho de 2018

Brasil 1x1 Suiça

Brasil cede empate e tropeça na estreia

    "Um brinde à vida de meu avô!". Foi o que a Amanda disse ao início do jogo, quando abrimos uma cerveja ao iniciar da partida. Se dependesse dela, ficaríamos em casa. Uma sequência incrível de meses difíceis, e neste dia, a perda do avô. O velório já estava acontecendo, mas ficamos por 45 minutos ali. Fingindo que a vida era um jogo de estreia de Copa do Mundo. Simplesmente ignorando o mundo lá fora. Bebendo, beliscando uma bistequinha de porco (que o avô adorava por sinal) e torcendo.

    Assistimos ao primeiro tempo, ao golaço de Coutinho, para então a Amanda ir se arrumar para irmos. Ainda pude ver o gol de empate, quase ao desligar da tv na segunda etapa. Dobrando a esquina da Mascaranhas vi meu sogro e o Gilberto em um boteco assistindo à partida. Já no velório, pouco após o término da partida, uma vizinha da viúva pergunta a alguém que chega: "Quanto foi o Brasil?", "um a um". E ela então responde "Por isso que tá todo mundo murcho"... vida que segue.


BRASIL 1 x 1 SUÍÇA
BRASIL – Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro (Fernandinho), Paulinho (Renato Augusto) e Philippe Cooutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus (Firmino). Técnico: Tite.
SUÍÇA – Sommer; Lichtsteiner (Lang), Schär, Akanji e Rodriguez; Behrami (Zakaria), Xhaka (Embolo), Dzemaili, Shaqiri e Zuber; Seferovic. Técnico: Vladimir Petkovic.
GOLS – Philippe Coutinho, aos 20 minutos do primeiro tempo. Zuber, aos 5 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Lichtsteiner, Casemiro, Schär, Behrami.
ÁRBITRO – César Ramos (Fifa/México).
RENDA – Não disponível.
PÚBLICO –  43.109 pagantes.
LOCAL – Arena Rostov, em Rostov (Rússia)

Alemanha 0x1 México

Juan Carlos Osorio faz história contra a Alemanha

    Juan Carlos Osório deixou o São Paulo F. C. em 2015, guiado pelo ímpeto de realizar seu sonho de "dirigir uma seleção em um Mundial". Foram cerca de três anos de mais altos do que baixos, mas muita crítica sobre seu sistema de rodízio de posições em campo.

    Acompanhei uma infinidade de entrevistas e programas mexicanos via youtube desde sua saída, e as pancadas sempre foram fortes, principalmente após sua derrota por 7-0 para o Chile nas quartas de final da Copa América em 2016. Em diversas entrevistas, foi perguntado diretamente, do porquê não poupar os titulares para esta primeira partida contra a Alemanha, para disputar a segunda vaga com os demais times do grupo.

    O jogo às 11:00 antecedeu a estreia do Brasil contra a Suiça. E foi estranho assistí-lo. A Amanda acabava de perder o avô. Havíamos acabado de chegar da casa dos pais dela onde passamos a manhã juntos, aguardando o horário de velório. A Amanda deitou no sofá e dormiu, e eu assisti ao jogo.

    O futebol sempre será meu alento em meio aos problemas do cotidiano. Uma fuga. E neste dia, foi mais assim do que nunca, inclusive, durante o primeiro tempo do jogo do Brasil mais tarde.

    Osório armou o time com perfeição. Fechou todos os espaços lá atrás, e obteve nos contra-ataques as principais oportunidades de gol. Até que ele saiu com Lozano, aos 34. Vibrei muito. Pelo Osorio, que merecia um desfecho melhor do que cair nas oitavas. Uma pena nosso caminho ter se cruzado tão cedo na competição.

    Outra pena é o desempenho da Alemanha, caindo ainda na primeira fase, ter servido como uma forma de diminuir o feito do México, que também venceu o Japão por 2 a 1 na partida seguinte, e perdeu para a Suécia por 3 a 0 no último jogo da primeira fase. Osorio poderia ter avançado mais. Faltou um pouco de sorte.


ALEMANHA 0 X 1 MÉXICO
ALEMANHA: Neuer; Kimmich, Hummels, Boateng e Plattenhardt (Mario Gómez); Khedira (Marco Reus), Kroos, Ozil, Muller e Draxler; Timo Werner (Brandt). Técnico: Joachim Low.
MÉXICO: Ochoa; Salcedo, Héctor Moreno, Ayala e Gallardo; Guardado (Rafael Márquez), Herrera, Layún, Vela (Alvarez) e Lozano (Jimenez); e Javier Hernández. Técnico: Juan Carlos Osorio.
GOL: Lozano, aos 34 minutos do primeiro tempo
ÁRBITRO: Cartões amarelos: Hector Moreno, Hummels, Herrera
PÚBLICO: 78.011 torcedores.
LOCAL: Estádio Luzhniki, em Moscou.