Juan Carlos Osório deixou o São Paulo F. C. em 2015, guiado pelo ímpeto de realizar seu sonho de "dirigir uma seleção em um Mundial". Foram cerca de três anos de mais altos do que baixos, mas muita crítica sobre seu sistema de rodízio de posições em campo.
Acompanhei uma infinidade de entrevistas e programas mexicanos via youtube desde sua saída, e as pancadas sempre foram fortes, principalmente após sua derrota por 7-0 para o Chile nas quartas de final da Copa América em 2016. Em diversas entrevistas, foi perguntado diretamente, do porquê não poupar os titulares para esta primeira partida contra a Alemanha, para disputar a segunda vaga com os demais times do grupo.
O jogo às 11:00 antecedeu a estreia do Brasil contra a Suiça. E foi estranho assistí-lo. A Amanda acabava de perder o avô. Havíamos acabado de chegar da casa dos pais dela onde passamos a manhã juntos, aguardando o horário de velório. A Amanda deitou no sofá e dormiu, e eu assisti ao jogo.
O futebol sempre será meu alento em meio aos problemas do cotidiano. Uma fuga. E neste dia, foi mais assim do que nunca, inclusive, durante o primeiro tempo do jogo do Brasil mais tarde.
Osório armou o time com perfeição. Fechou todos os espaços lá atrás, e obteve nos contra-ataques as principais oportunidades de gol. Até que ele saiu com Lozano, aos 34. Vibrei muito. Pelo Osorio, que merecia um desfecho melhor do que cair nas oitavas. Uma pena nosso caminho ter se cruzado tão cedo na competição.
Outra pena é o desempenho da Alemanha, caindo ainda na primeira fase, ter servido como uma forma de diminuir o feito do México, que também venceu o Japão por 2 a 1 na partida seguinte, e perdeu para a Suécia por 3 a 0 no último jogo da primeira fase. Osorio poderia ter avançado mais. Faltou um pouco de sorte.
ALEMANHA 0 X 1 MÉXICO
ALEMANHA: Neuer; Kimmich, Hummels, Boateng e Plattenhardt (Mario Gómez); Khedira (Marco Reus), Kroos, Ozil, Muller e Draxler; Timo Werner (Brandt). Técnico: Joachim Low.
MÉXICO: Ochoa; Salcedo, Héctor Moreno, Ayala e Gallardo; Guardado (Rafael Márquez), Herrera, Layún, Vela (Alvarez) e Lozano (Jimenez); e Javier Hernández. Técnico: Juan Carlos Osorio.
GOL: Lozano, aos 34 minutos do primeiro tempo
ÁRBITRO: Cartões amarelos: Hector Moreno, Hummels, Herrera
PÚBLICO: 78.011 torcedores.
LOCAL: Estádio Luzhniki, em Moscou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário